quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Correntes historiográficas: o sujeito da História


De modo mais explícito, as correntes historiográficas normalmente explicitam a sua metodologia de uma forma combativa, como o Providencialismo, de origem Cristã (convém recordar que, para além da tradição historiográfica grega Heródoto e Tucídides, a origem da nossa historiografia é a História sagrada) ou o Materialismo histórico de origem marxista (que triunfou nos ambientes intelectuais e universitários europeus e americanos em meados do século XX, permanecendo adormecido desde a queda do Muro de Berlim).

Às vezes a rotulação das correntes é obra de seus detractores, com o que os historiadores ali identificados podem ou não concordar com o modo pelo qual foram definidos. Este tipo de coisa poderia ser dito do próprio providencialismo, mas seria mais apropriado para correntes mais modernas, como o positivo burguês, a história dos eventos (dos acontecimentos) e outras.

É sempre necessário interpretar a historiografia como parte da atmosfera intelectual da época em que se coloca. Qualquer produção cultural é dependente do modelo cultural existente, chamando-se a isso moda, estilo ou paradigma dominante na arte ou na filosofia, e é evidente que o registro da história é uma produção cultural. A desconstrução, o pensamento débil ou a pós-modernidade, conceitos do final do século XX, foram a incubadora da actual desconstrução da história, que para alguns é apenas uma narrativa.

Uma boa maneira de distinguir a interpretação da história que tem uma determinada corrente historiográfica actual é perguntar-lhe a quem considera "sujeito histórico" ou verdadeiro protagonista da história.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Historiografia

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