quinta-feira, 6 de novembro de 2008

China


A presença humana na região da China é antiga. Pode ter mais de 500 mil anos. Mas pouco se sabe sobre esse tempo. Informações mais precisas surgiram apenas após o século XVIII a.C.

Nessa época, as comunidades que viviam onde hoje é a China dominavam a fundição do bronze e das ligas metálicas. Essas comunidades, que com o tempo se tornaram principados, estavam organizadas em torno de cidades-palácios, nas quais havia grande divisão social: num extremo, camponeses, que produziam gêneros de subsistência; no outro nobres, que viviam em vilas muradas, os centros militares, comerciais e religiosos.

O rei, considerado Filho de Céu, desempenhava, sobretudo, a função de chefe religioso e incumbia-se das tarefas administrativas. Aos nobres cabia defender o território contra invasões estrangeiras.

A partir do século VIII a.C., o rei foi se enfraquecendo política e militarmente, enquanto os nobres iam se fortalecendo à medida que se tornavam mais independentes. Entre os séculos V e III a.C., surgiram inúmeros conflitos entre os principados.

Em 221 a.C., Qin Shi Huangdi conseguiu um feito inédito, unificou os principados, fundando o Primeiro Império. Adotou então o título de Primeiro Augusto Imperador de Qin.

Durante seu governo (221-210), Qin impôs medidas comuns a todos os principados. A China expandiu suas fronteiras, ultrapassando os limites do vale do rio Amarelo (Huang Ho). O Império Chinês passou a abranger desde a Manchúria até o norte do atual Vietnã.

Durante sua dinastia, Qin comandou a construção da Grande Muralha, que existe ainda hoje. Além disso, implantou um sistema único de escrita e um sistema de pesos e medidas, construiu estradas e canais, mandou drenar zonas pantanosas e ordenou a exploração de florestas.

Qin iniciou também uma dura política de repressão aos opositores. Mandou queimar (213 a.C.) textos e condenou a morte muitos intelectuais. A rígida política imposta pelo imperador provocou revoltas populares e, após sua morte (210), o Primeiro Império desagregou-se rapidamente.

A dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.) procurou dar continuidade à política de Qin e manter sua estrutura administrativa. Para defender-se dos invasores, prolongou a Grande Muralha. Em termos administrativos, recrutou para o serviço publico auxiliares independentes dos príncipes regionais, chamados mandarins.

Durante essa dinastia foi aberta a rota da seda, que facilitou o intercâmbio com o Ocidente. O Império Chinês abriu-se, assim, para influências externas.

Por volta do século I d.C., o budismo, originário da Índia, passou a ter influência na sociedade chinesa.

Uma crise agrária levou ao fim a dinastia Han.

A sabedoria chinesa

A princípio, existia na china uma religião que concebia o mundo em três partes: o Senhor, no alto, auxiliado por antigos soberanos mortos; os vivos na terra; e os mortos, cujos vultos continuavam a habitar a terra.

No século V a.C., um filósofo de nome Confúcio elaborou uma linha de pensamento que procurava compreender a sociedade de acordo com a natureza. Assim, a filosofia de Confúcio acabou por influenciar a política. De acordo com o confucionismo, a natureza humana não é má; na verdade é um dom do céu que foi pevertido pelo uso indevido do poder. Para harmonizar a sociedade, o soberano deve, portanto, ter um papel moral.

Após o século V a.C., surgiu com Lao-tsé Zhuangzi o taoísmo, uma escola filosófica e ao mesmo tempo religiosa. Segundo Lao-tsé, o tao é um princípio cósmico que dá origem ao universo.

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