quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A GRÉCIA ANTIGA


LOCALIZAÇÃO

A Grécia é um país europeu, localizado entre os mares Mediterrâneo, Egeu e Jônico, e que se limita ao norte com a Albânia, a Iugoslávia e a Bulgária, e a nordeste com a Turquia. O território que compunha a Grécia antiga compreendia três regiões bastante diferenciadas: a Grécia Continental, a Grécia Insular e a Grécia Peninsular.
Devido à presença marcante do mar e das montanhas, o território grego tem um aspecto fragmentado. Essa fragmentação geográfica facilitou a fragmentação política da Grécia, isto é, nunca houve um Estado grego unificado. Assim, o que chamamos de Grécia nada mais é do que o conjunto de diversas cidades-Estado gregas, independente umas das outras e, muitas vezes, rivais.
POVOAMENTO

O povoamento da Grécia Antiga foi lento.
Os povos que mais contribuíram para esse processo foram os aqueus, os jônios, os eólios e os dórios.
Os aqueus, os primeiros a chegarem, conseguiram conquistar a ilha de Creta, outras ilhas do mar Egeu e Tróia, cidade comercialmente desenvolvida que servia de porta de entrada para o mar Negro. Com essas conquistas, os aqueus passaram a influenciar todo o Mediterrâneo Oriental.
No século XII a. C., ocorreram as invasões dos dórios, um povo violentíssimo que arrasou as principais cidades aquéias, provocando um acentuado declínio da vida urbana da Grécia Continental.
A partir daí, a movimentada e interessante história da Grécia Antiga, pode ser dividida em quatro períodos:

Período Homérico -(1700 a.C. - 800 a.C.)
Período Arcaico -(800 a.C. - 500a. C.)
Período Clássico - (500 a.C. - 338 a. C.)
Período Helenístico - (338 a.C. - 30 a.C.)

PERÍODO HOMÉRICO (1700 a.C. - 800 a.C.)

O período mais antigo da História grega recebe esse nome porque os poucos conhecimentos que temos sobre ele foram transmitidos por dois poemas, a Ilíada e a Odisséia, atribuídos ao poeta grego Homero. A Ilíada narra a guerra realizada pelos gregos contra Tróia (Ílion), na Ásia Menor, e a Odisséia descreve as aventuras de Ulisses (Odysseus) ao tentar regressar, depois da Guerra de Tróia, à sua ilha natal de Ítaca, para se reunir à mulher e ao filho.
A sociedade nos tempos homéricos estava organizada em genos. Os genos era uma comunidade formada por uma numerosa família cujos membros eram descendentes de um mesmo ancestral. Todos os indivíduos da família gentílica viviam no mesmo lar, cultuavam o mesmo antepassado e eram liderados por um patriarca, que exercia o poder religioso, a chefia militar em época de guerra e era o responsável pela organização das atividades econômicas.
A economia baseava-se na propriedade comunitária da terra. Os gregos cultivavam cereais, uvas e oliveiras. Além disso, criavam cabras, ovelhas, cavalos e vacas. Produziam também excelente cerâmica, tecidos rústicos, armas e embarcações. O comércio limitava-se à simples troca de mercadorias.
No final do Período Homérico, o crescimento demográfico e a falta de terras férteis provocavam uma crise cuja conseqüência foi a desagregação das comunidades baseadas no parentesco. As terras coletivas foram desigualmente divididas, dando origem à propriedade privada e a uma maior diferenciação entre as classes sociais. A sociedade passou a ser constituída por uma poderosa aristocracia rural, por um contingente de pequenos agricultores e por uma maioria de pessoas que nada possuíam.
A desagregação do sistema gentílico restabeleceu a escravidão deu origem às Cidades-Estados gregas, como Corinto, Tebas, Mileto e, às principais, Atenas e Esparta. Portanto, as mais importantes conseqüências da desintegração do sistema gentílico foram:
• a origem da propriedade privada da terra;
• a origem de uma sociedade dividida em classes sociais, caracterizada por profundas diferenças entre a aristocracia, dona das melhores terras, os pequenos proprietários e os sem-terra;
• o restabelecimento da escravidão;
• a origem das Cidades-Estados gregas

ORIGEM DAS CIDADES-ESTADOS

Os gregos não se consideravam parte integrante de uma nação, mas membros de uma cidade-estado. Essas cidades nasceram do desejo de proteção dos camponeses. Eles, para se protegerem dos ataques dos inimigos, passaram a construir uma fortaleza numa colina central do vale. Quando o inimigo atacava, buscavam refúgio com os animais dentro das muralhas de madeira da fortaleza. Com o tempo as populações foram abandonando as aldeias e instalando-se perto das muralhas. Por volta de 600 a.C., quase toda a população da região morava em cidades construídas em volta dessas fortalezas, onde passaram a erguer uma segunda muralha. Surgiu assim a pólis, a cidade-estado grega. Cada uma tinha suas leis, seu governo, sua própria moeda. Às vezes, numa pequena superfície, havia muitas cidades-estados: três numa minúscula ilha ou cinco numa estreita planície. Sabe-se da existência de aproximadamente 1500 cidades.
Nas cidades-Estado, o cidadão grego foi conquistando direitos e contribuindo, individualmente, para a vida social. Livre para pensar e agir, sentia-se como membro da polis e não como um objeto que pudesse ser manobrado pelos governantes. A palavra político, de origem grega, designava o cidadão que participava dos destinos da polis.

PERÍODO ARCAICO (800 a.C. – 500 a.C.)

Esse período caracterizou-se pelo desenvolvimento das cidades-estados, pela emigração e pela fundação de colônias gregas em regiões longínquas. O território havia-se tornado pequeno para atender o crescimento da população. Por isso, numerosos agricultores foram em busca de possibilidades de subsistência fora da Grécia, formando assim novas colônias gregas em diversas regiões do Mediterrâneo e do Mar Negro. Os gregos fundaram, entre outras, Bizâncio, Odessa, Siracusa, Tarento, Nápoles, Nice, Marselha, Nicósia e Síbaris.
A expansão colonizadora favoreceu mais as cidades do litoral, que dispunham de bons portos e numerosos navios mercantes. As cidades do interior, que dependiam basicamente da agricultura, mantiveram-se isoladas. Além disso, a concorrência dos produtos importados contribuiu para arruinar os pequenos agricultores e para aumentar ainda mais a concentração de terras nas mãos da aristocracia. Isso desencadeou a luta entre o povo (demos, em grego) e a aristocracia. Nas Cidades-Estados em que a vitória coube a nobreza, consolidou-se o regime aristocrático. Naquelas em que o demos foi vitorioso, as reformas conduziram, pouco a pouco, ao regime democrático.

PERÍODO CLÁSSICO (500 a.C. - 338 a.C.)

No século V a.C., sob o governo de Péricles, Atenas tornou-se a cidade mais importante da Grécia, e a civilização grega atingiu seu maior esplendor. Esse século, considerado pelos historiadores a Idade do Ouro da Civilização grega, ficou conhecido também como Século de Péricles. Nessa época as cidades gregas se uniram para enfrentar um perigo externo: o avanço dos persas. Primeiro foi o Rei Dario que atacou. Ele foi derrotado pelos atenienses em 490 a.C., na batalha de Maratona. Essa foi a primeira Guerra Médica. Depois veio seu sucessor, Xerxes, que também foi derrotado, agora pela esquadra grega sob o comando do ateniense Temístocles, na célebre batalha naval de Salamina (480 a.C.). Foi a segunda Guerra Médica.
No governo de Péricles Atenas conheceu um notável desenvolvimento artístico e literário e se modernizou com a construção de grandes monumentos. A democracia atingiu, então , seu apogeu: os tribunais populares passaram a ter autoridade para julgar qualquer causa, o partido aristocrata foi destruído e houve uma reforma na Constituição ateniense. Com essa reforma, os cidadãos pobres ampliavam suas possibilidades de influir na organização política do Estado, pois passavam a ser remunerados por sua participação nas sessões.

2 comentários:

marlureys disse...

GOSTEI MUITO DO RESUMO POR ISTO SALVEI PARA TER MAS NOÇÕES SOBRE O ASSUNTO.
E GOSTARIA DE UM COMENTA SOBRE CENSITÁRISMO.

chai disse...

muito bom parabéns belo resumo