quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Pré-história

Começa há 3,5 milhões de anos, quando surgem os macacos hominídeos, antecessores do homem moderno. Está dividida nos períodos: Paleolítico (de 3,5 milhões a.C. a 10.000 a.C.), Mesolítico (de 10.000 a.C. a 8.000 a.C.) e Neolítico (de 8.000 a.C. a 4.000 a.C). A domesticação de animais, o surgimento da agricultura, a utilização dos metais e a descoberta da escrita marcam o fim dessa fase.

Evolução dos hominídeos

Os restos de hominídeos mais antigos são os do Australopithecus afarensis, de cerca de 3 milhões de anos, encontrados em Afar (Etiópia) em 1925. A evolução do afarensis resulta em pelo menos duas outras linhagens: o Australopithecus africanus e os Paranthropus boisel e robustus. Os Paranthropus não deixam vestígios de evolução. O Australopithecus africanus evolui para o Homo erectus ou Pitecanthropus, há cerca de 2 milhões de anos.

Homo erectus
É o primeiro a usar objetos de osso e pedra como ferramentas e como arma, a empregar o fogo e, provavelmente, a falar. Evolui, há 700 mil anos, para o Homo neanderthalensis (o homem de Neanderthal) e, há 500 mil anos, para o Homo sapiens, do qual descende o homem atual. A evolução histórica dos hominídeos até o Homo sapiens não ocorre de forma linear. Agrupamentos inteiros do gênero Homo desaparecem em conseqüência de variações climáticas, condições geográficas e outros fenômenos naturais.

Regiões de origem da espécie humana

Há pelo menos duas teorias sobre o local onde surgem os antepassados do homem. A primeira sustenta, com base na descoberta do afarensis, que a origem é a África, de onde teria começado a se espalhar pelo mundo há 200 mil anos. A segunda apóia-se nos achados de restos do Homo erectus em Java, Indonésia (1,8 milhão de anos), e do Homo sapiens em Jinniushan, China (200 mil anos), e diz que a evolução de uma espécie ocorre em diferentes regiões da Terra, em momentos nem sempre coincidentes.

PALEOLÍTICO

Também conhecido como Idade da Pedra Lascada, é o período mais longo e antigo da História. Estende-se de 3,5 milhões de anos a.C. a 10.000 a.C. Os diferentes grupos hominídeos vivem em pequenos bandos, alimentam-se de caça, pesca e coleta de frutos. Abrigam-se em cavernas. Desenvolvem muito lentamente a linguagem oral e a fabricação de instrumentos de osso e pedra, com os quais caçam, guerreiam e realizam entalhes nas paredes. Em diferentes momentos, aprendem a utilizar e produzir fogo.

MESOLÍTICO

Entre os anos 10.000 e 8.000 a.C., o domínio sobre o fogo, aliado à domesticação de animais, ao cultivo das plantas e à fabricação de instrumentos mais avançados, incluindo a cerâmica, promove a sedentarização dos grupos de hominídeos. Surge a divisão do trabalho, baseada principalmente no sexo.




NEOLÍTICO

O desenvolvimento da agricultura e o início da metalurgia, entre os anos 8.000 e 4.000 a.C., constituem os aspectos principais da chamada revolução neolítica. Nesse período, também conhecido como Idade da Pedra Polida, os homens agrupam-se em povoados e aumenta a divisão do trabalho, que permite a produção de excedentes e a realização de intercâmbio com outras comunidades.

PRÁTICAS ESPIRITUAIS

A grande dependência que os homens do Neolítico tinham da natureza e os precários conhecimentos sobre a agricultura, o pastoreio e a reprodução deram origem a crenças e ritos mágico-religiosos, que aparentemente tinham o poder de garantir as colheitas e as caçadas abundantes. Ninguém do grupo podia desrespeitá-los, sob pena de severas punições, pois ir contra os "misteriosos" poderes que controlavam a fertilidade do solo e a procriação das mulheres e dos animais significava colocar em risco a sobrevivência de toda a comunidade.
Alguns clãs e tribos se diziam descendentes de determinados animais ou vegetais, que eram venerados pelo grupo caracterizando o fenômeno do totemismo. O totem podia ser uma ave, um peixe, uma planta ou outro elemento da natureza; era considerado sagrado e símbolo do grupo. As cerimônias rituais e mágicas eram exercidas por "feiticeiros" que os membros da aldeia julgavam possuir poderes originais e que passavam a desempenhar também atividades de chefia e liderança.

Vestígios da humanidade

Os fósseis são as principais fontes de informação utilizadas pelas pessoas que estudam a origem da humanidade.
O fóssil não é parte do ser vivo. Alguns minérios com o tempo, substituem o material orgânico, preservando a forma original do ser vivo. Então, dá-se o nome de fóssil às formas petrificadas ou endurecidas dos seres vivos, com pelo menos 10 mil anos.
Além dos fósseis, outras fontes são importantes para o estudo dos primeiros habitantes da Terra, como as pinturas em cavernas e grutas (chamadas de pinturas rupestres), os vestígios de atividades humanas (fogueiras, habitações, etc.) e os objetos de uso cotidiano (facas, lanças, peças de cerâmica, etc.).
Uma das maiores dificuldades dos pesquisadores é saber a idade dos achados arqueológicos: quantos anos teria os restos de esqueleto humano, uma machadinha, um abrigo?
Hoje, o principal meio para se saber a idade desses achados é a técnica baseada no carbono 14, quando isolado do meio ambiente, apresenta alterações. Quando, por exemplo, um fóssil é descoberto, verificam-se as condições do carbono 14 nele presente. Conforme sua alteração, é possível avaliar aproximadamente quanto tempo ele esteve soterrado, sem contato com o meio ambiente. Determina-se, assim, a idade aproximada do fóssil.
Além do carbono 14, existem ainda duas outras técnicas que vêm ganhando importância, sobretudo para o estudo de populações mais recentes. Uma delas é baseada na análise genética e a outra no estudo da linguagem. Nos dois casos, trata-se de estudar as heranças que um grupo de seres humanos transmite a outro, e quanto tempo essas heranças demoram para se modificar.

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