sábado, 8 de novembro de 2008

Segunda Guerra Mundial


A Segunda Guerra Mundial eclodiu com a invasão da Polônia pela Alemanha, em setembro de 1939. A Europa já estava preparada para o pior. O medo do comunismo fez com que as potências capitalistas permitissem o fortalecimento da Alemanha para bloquear o avanço da revolução comunista. Logo no início da guerra, o alinhamento dos grandes blocos ficou claro. Em 1940, o Japão se juntou à Alemanha e à Itália para formar o eixo Roma-Berlim-Tóquio.

A guerra na Europa

Incentivado pelos seus êxitos e pela passividade de seus adversários, Hitler atacou a Polônia no dia 1.º de setembro de 1939. A assinatura do pacto de não- agressão com a União Soviética de Stalin deu-lhe ainda mais tranqüilidade. A França e a Inglaterra imediatamente declararam guerra à Alemanha. A Itália permaneceu fora do conflito. Mussolini anunciou ao Führer que suas forças ainda não estavam preparadas para uma guerra. A superioridade numérica e técnica dos exércitos alemães desencadeou uma guerra-relâmpago contra a Polônia, que foi derrotada rapidamente. O Terceiro Reich anexou parte dos territórios poloneses e instalou um governo geral que submeteu a população a uma política de germanização. Durante a invasão da Polônia, a União Soviética aproveitou a oportunidade para recuperar os territórios perdidos durante a Primeira Guerra Mundial: ocupou os países bálticos e avançou sobre a Finlândia em 1940.

A vitória alemã na frente ocidental

O exército alemão era nitidamente superior ao francês, sobretudo na aviação, mas sua marinha era inferior à dos adversários. A Alemanha dependia do aço sueco, transportado pelos portos noruegueses. Em abril de 1940, Hitler invadiu a Dinamarca e a Noruega. Em maio de 1940, os alemães iniciaram a ofensiva na frente ocidental, violando a neutralidade da Holanda, da Bélgica e de Luxemburgo. Tropas inglesas e francesas participaram da grande ofensiva das Ardenas. Derrotados, os exércitos aliados escaparam pelo porto de Dunquerque. A França foi invadida logo depois. Em junho, Mussolini entrou na guerra contra a França e a Inglaterra. O governo do marechal Pétain se rendeu aos alemães. A Alemanha ocupou toda a costa atlântica e o norte da França. No sul, território considerado “livre”, os franceses estabeleceram um governo colaboracionista presidido pelo marechal Pétain, com capital em Vichy. De Londres, o general Charles de Gaulle comandou o movimento França Livre, de resistência à ocupação alemã.

A batalha da Inglaterra

Hitler esperava chegar a um acordo com a Inglaterra. O gabinete inglês, presidido por Winston Churchill, pretendia resistir ao expansionismo alemão. Protegida pelo mar do Norte e pelo canal da Mancha, confiando na sua poderosa frota e com o auxílio dos Estados Unidos, a Inglaterra se preparou para resistir ao ataque inimigo. A invasão da Inglaterra dependia do domínio do espaço aéreo. Durante a batalha da Inglaterra, as forças aéreas dos dois países se enfrentaram duramente. Os ataques ocorreram entre julho e setembro de 1940, com intensos bombardeios. Apesar das baixas, os ingleses venceram. O comando alemão desistiu de invadir as ilhas britânicas. Foi a primeira derrota sofrida pelos nazi-fascistas.

A guerra nas outras frentes

Nos Bálcãs, durante a ocupação da França, em 1940, os italianos invadiram a Grécia, com auxílio alemão. A Iugoslávia, a Bulgária e a Romênia foram ocupadas por tropas do Eixo. No Oriente Médio, a Inglaterra sufocou uma rebelião antibritânica no Iraque. Em julho de 1941, tropas inglesas e da França Livre ocuparam a Síria, até então sob o domínio de Vichy.

Na África, a luta se desenvolveu na Líbia (posse italiana), no Egito (protetorado inglês), na Somália e na Abissínia, onde os italianos foram derrotados. Eles tentaram invadir o Egito, mas acabaram rechaçados pelos ingleses. Os alemães enviaram reforços. Comandados pelo general Rommel, evitaram que os italianos fossem totalmente derrotados na África.

A batalha do atlântico

Hitler não tinha condições de enfrentar a poderosa frota inglesa em pé de igualdade. As ofensivas alemãs se concentraram no ataque ao comércio dos inimigos ou a navios de guerra isolados, utilizando submarinos.

A guerra dependia da batalha do Atlântico. Nessa batalha, houve poucos combates navais de superfície. Surgiram novas armas contra os submarinos: radares e bombas de profundidade.

1941: o mundo em guerra

Até meados de 1941, a Inglaterra e seu império enfrentaram a Alemanha e a Itália, que haviam ocupado a maior parte da Europa ocidental e a região dos Bálcãs. Em 1941, o conflito que até então era limitado se transformou numa verdadeira guerra mundial.

A invasão da União Soviética

Para Hitler, o acordo de não-agressão com os soviéticos era um pacto temporário. No final de 1940, as duas potências começaram a se distanciar. O Führer preparou, em segredo, um ataque à União Soviética. Stalin, do seu lado, procurou ganhar tempo para reforçar seus exércitos. Os motivos que desencadearam a invasão da União Soviética foram os seguintes: a Alemanha ambicionava vastos territórios soviéticos, ricos em petróleo, cereais e outras matérias-primas; após o fracasso alemão na Inglaterra, Hitler procurou garantir a hegemonia do Terceiro Reich no continente europeu. Hitler e seus chefes militares subestimaram a capacidade defensiva da União Soviética. Os alemães enviaram cerca de 3 milhões de soldados contra as fronteiras soviéticas em junho de 1941. As maiores batalhas terrestres da guerra foram travadas na União Soviética: os alemães avançaram rumo a Leningrado e a Moscou, no norte, e em direção à Ucrânia e ao mar Negro, no sul. Os soviéticos resistiram heroicamente. Para evitar que suprimentos caíssem nas mãos dos inimigos alemães, queimavam tudo aquilo que lhes poderia ser útil - o mesmo recurso adotado durante a invasão de Napoleão, mais de um século antes. Apesar disso, em 1942 os alemães haviam cercado Leningrado, estavam perto de Moscou e avançavam em direção ao Cáucaso, no sul.

Muitos navios comerciais foram à pique durante a guerra. A população atingida pela guerra teve de se adaptar a uma vida cheia de perigos e privações.

Pearl Harbor: a guerra no Pacífico

Durante os primeiros anos da guerra, os Estados Unidos mantiveram uma política isolacionista. Apesar disso, forneciam armas à Inglaterra e à União Soviética. Por outro lado, o Japão continuava empreendendo a conquista da China. Em julho de 1941 1941, com apoio da Alemanha, conseguiu que o governo de Vichy permitisse a presença de tropas japonesas na Indochi-na. Seu objetivo era formar um grande império asiático,

conquistando regiões ricas em matérias-primas - sobretudo petróleo e borracha - necessárias para manter sua máquina de guerra.

Os Estados Unidos pressionaram o governo japonês a retirar suas tropas da China e da Indochina. As negociações diplomáticas fracassaram, e o governo norte-americano proibiu a venda de matérias-primas para o Japão. Em Tóquio, o partido militarista, incentivado pelas vitórias do Eixo, decidiu entrar na guerra. Em 7 de dezembro de 1941, a aviação japonesa atacou a frota norte americana do Pacífico, ancorada em Pearl Harbor, no Havaí. Ao mesmo tempo, os japoneses iniciaram uma ofensiva contra as colônias holandesas e inglesas na Oceania e no sudeste asiático, e atacaram as Filipinas.

A Grande Aliança

O Japão havia desencadeado a guerra contra os Estados Unidos e a Inglaterra. Logo após o ataque japonês a Pearl Harbor, a Alemanha e a Itália se declararam em guerra contra os Estados Unidos. Constituiu-se então a Grande Aliança a, formada pelos Estados Unidos, pela Inglaterra e pela União Soviética (embora esta só acabasse entrando na guerra contra o Japão em 1945). A estratégia adotada pelos aliados foi estabelecida em uma série de encontros e reuniões entre os três principais líderes dessas potências: Roosevelt, Churchill e Stalin

Em agosto de 1941, Roosevelt e Churchill assinaram a Carta do Atlântico, visando à manutenção da democracia após a derrota dos nazi-fascistas. Em dezembro de 1943 e em fevereiro de 1945, os três líderes reuniram-se para estabelecer as bases da reorganização mundial no pós-guerra. Nas ruas, as pessoas que não conseguiam chegar aos abrigos assistiam imponentes aos ataques aéreos. Pearl Harbor viu a destruição do ataque da aviação japonesa.

O início da contra-ofensiva aliada

Em 1942 e 1943, os aliados começaram a vencer uma série de batalhas, detendo o avanço do Eixo: os Estados Unidos detiveram o avanço japonês no Pacífico. Em agosto de 1942, os norte-americanos iniciaram a conquista de Guadalcanal, finalizada no início de 1943; em outubro e novembro de 1942, o general Rommel foi derrotado pelo exército britânico comandado pelo general Montgomery em El Alamein. Uma expedição anglo-americana desembarcou na Argélia e no Marrocos, obtendo o apoio das colônias francesas. Presos entre dois exércitos aliados, 250 mil soldados alemães se renderam em Túnis, em maio de 1943. A guerra na África chegava ao fim; a gigantesca batalha de Stalingrado, na União Soviética, em fevereiro de 1943, terminou com a derrota total dos alemães. Em julho de 1943, tropas anglo-americanas iniciaram a conquista da Sicília.

A derrota final do Eixo (1943-1945)

Pouco tempo depois do início da invasão da Itália, o governo italiano capitulou. Os alemães se voltaram contra seus antigos aliados, libertaram Mussolini e tomaram Roma. Apesar disso, os exércitos aliados entraram em Roma em junho de 1944. A luta continuou até abril do ano seguinte no norte da Itália. Vendo-se derrotado, Mussolini tentou fugir para a Suíça, mas foi capturado e executado por guerrilheiros italianos que lutavam contra o fascismo.

O fim do terceiro Reich

Durante 1943, os soviéticos realizaram várias ofensivas na frente oriental. Em 1944, expulsaram os alemães da União Soviética e penetraram nos países bálticos e na Polônia. As forças soviéticas avançaram na Romênia e na Bulgária e entraram em contato com as guerrilhas do marechal Tito, que haviam libertado grande parte da Iugoslávia.

Os ingleses e norte-americanos iniciaram uma ofensiva na frente ocidental, forçando o retrocesso das tropas alemãs. Em junho de 1944 1944, os exércitos aliados, comandados pelo general norte-americano Dwight Eisenhower, iniciaram a libertação da França. No final de agosto, forças da Resistência libertaram Paris. O general De Gaulle instalou um governo provisório na França. Os aliados avançavam em direção a Berlim, que foi sitiada pelos soviéticos. No dia 30 de abril de 1945 1945, quando as tropas aliadas estavam a poucos metros da sede da Chancelaria, Hitler suicidou-se. A Alemanha apresentou sua rendição incondicional aos aliados. Tropas soviéticas tomam Berlim.

A rendição do Japão

Entre 1943 e 1944, após uma série de batalhas navais e terrestres, os norte-americanos conseguiram impor sua superioridade naval no Pacífico. Comandados pelo general Douglas MacArthur, conquistaram muitas ilhas e recuperaram as Filipinas. Apesar disso, os japoneses continuavam resistindo: utilizavam pilotos suicidas, kamikazes, que atiravam seus aviões carregados de explosivos contra navios inimigos. Para acabar com a resistência japonesa, o presidente dos Estados Unidos decidiu usar uma arma nova: a bomba atômica mica. Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, dois aviões norte-americanos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, causando milhares de mortos e feridos. No dia 2 de setembro, o governo japonês capitulou. A Segunda Guerra Mundial chegava ao fim.

Conseqüências da Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, morreram mais de 50 milhões de pessoas, ou seja, quatro vezes mais gente do que na Primeira Guerra Mundial. Hitler e Mussolini morreram; o Japão sofreu os horrores da mais potente arma de destruição criada até então pelo homem.

Vastas regiões da Europa, da África e da Ásia foram arrasadas pela ação militar. Populações foram sistematicamente assassinadas. O Julgamento de Nuremberg, realizado em 1945 e 1946, revelou todos os detalhes dos procedimentos terríveis utilizados pelos nazistas nos campos de concentração: o assassinato de judeus, principalmente, e de ciganos, comunistas e oposicionistas. As grandes potências vencedoras reorganizaram o mapa político conforme seus interesses e os resultados da guerra:

- a Alemanha abandonou suas conquistas e foi dividida em quatro zonas de ocupação. A União Soviética ocupou a parte oriental do país; os Estados Unidos, a Inglaterra e a França ocuparam a parte ocidental. Berlim, incluída na zona soviética, foi dividida entre os quatro aliados;

- a Itália abandonou suas colônias e cedeu algumas regiões para a Iugoslávia. A monarquia italiana foi substituída por um regime republicano;

- o Japão abandonou suas conquistas e permaneceu temporariamente sob ocupação militar aliada. O regime imperial de Hiroíto subsistiu.

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